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      Introdução

      Moçambique é um país quente, de lugares paradisíacos e praias exóticas, com quilómetros de areias brancas e finas ainda por descobrir. Os seus arquipélagos encerram histórias e lendas, que ainda hoje são contadas e respeitadas de geração em geração. Mas o seu encanto não vem só do exotismo dos seus lugares ou paisagens ou do ambiente das suas cidades, Moçambique é, também, as suas gentes, um povo que tal como a terra, nasce, vive com paixão e intensidade.
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      Quando ir

      O clima em Moçambique, influenciado pelas monções do Oceano Índico e pela corrente quente do Canal de Moçambique, é de uma maneira geral tropical e húmido. A estação seca vária no Centro/Norte de quatro a seis meses, enquanto no Sul, com clima tropical seco, se prolonga por seis a nove meses. As chuvas ocorrem entre Outubro e Abril. Nas montanhas, o clima é tropical de altitude. As temperaturas médias são da ordem dos 20º no Sul, enquanto a Norte esse indicador ronda os 26º. As temperaturas mais elevadas verificam-se na época das chuvas.
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      Como ir

      De avião. A TAP tem ligações entre Lisboa e Maputo, com várias frequências semanais.
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      Como se deslocar

      Moçambique tem uma rede de aeroportos que permite a deslocação rápida e segura para qualquer parte do País. Os aeroportos internacionais de Maputo, Beira e Nampula, são os únicos abertos ao tráfego internacional.O transporte aéreo nacional é assegurado pela companhia nacional LAM (Linhas Aéreas de Moçambique), tendo a companhia privada Air Corridor começado a operar para alguns destinos. Existem também outras transportadoras aéreas privadas que asseguram ligações entre Maputo e os principais destinos turísticos do país.

      A rede de estradas é insuficiente e irregular em qualidade, sendo melhor no Sul do País, designadamente nas ligações entre Maputo e as fronteiras com a África do Sul e a Suazilândia e entre Maputo e Inhambane. Em todo o caso, geografia do país impõe uma cuidada preparação logística das deslocações por via terrestre, sendo necessário acautelar, nos trajectos mais longos e em que não há estrada alcatroada ou uma reserva de combustível. É também aconselhável a utilização de uma viatura com tracção às 4 rodas. Durante a época das chuvas é conveniente verificar o estado das estradas antes de empreender uma deslocação.

      Em Maputo o serviço de táxi é ainda reduzido, com praças de táxis no Aeroporto e nos principais hotéis da capital. É conveniente acordar o preço da deslocação antes de a iniciar.

      O aluguer de automóveis está vulgarizado nas principais cidades, mas é caro. A condução faz-se pela esquerda.
      Consulte-nos para as melhores tarifas de rent-a-car.
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      Informações Úteis

      Documentos Necessários: Para entrar no País é necessário um visto emitido por um Consulado ou Embaixada de Moçambique. O visto é aposto sobre o passaporte válido por mais de 6 meses para além da data do termo da viagem programada.
      Diferença Horária: Mais duas horas do que em Portugal Continental.
      Corrente Eléctrica: 220/240 V 50 Hz.
      Moeda: Metical. A cotação face ao dólar ou ao euro varia quase diariamente. A moeda estrangeira de referência é o dólar americano, sendo o respectivo câmbio mais favorável do que o do Euro. O Metical é a moeda utilizada em todos os pagamentos, ainda que, nos hotéis e restaurantes em Maputo seja também aceite o dólar americano e o Rand Sul-africano, a segunda moeda estrangeira de maior circulação. Há rede ATM apenas nas grandes cidades, que, em alguns bancos, permite efectuar levantamentos com cartões de débito e crédito portugueses. Recomenda-se a posse de numerário em Meticais e em moeda forte em todas as circunstâncias.
      Língua: Português.
      Cartões de Crédito: A sua utilização ainda não está vulgarizada. Os pagamentos com cartão estão limitados aos hotéis, agências de viagens e alguns restaurantes e lojas em Maputo.

      Saúde: Recomenda-se a profilaxia da malária. Durante a estadia deve tomar medidas para evitar picadas de mosquitos (é aconselhável o uso de repelente para insectos). Só deve ser consumida água mineral engarrafada, devem evitar-se vegetais crus e a fruta deve ser bem lavada, de forma a minimizar os riscos de transtornos intestinais, frequentes em zonas tropicais. É aconselhável levar uma pequena farmácia em que sejam incluídos analgésicos, anti-histamínicos, antidiarreicos, antibióticos e anti sépticos.

      Consulado de Moçambique em Lisboa:
      Av. de Berna, 7
      Telefone: 217961672, 217973513, 217972734, 217972654

      Consulado de Portugal em Maputo:
      Av. Mao Tsé Tung, 519
      Telefone: 002581 490150/ 1/ 5/ 7
      E-mail: consulado@cgmap.dgaccp.pt
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      Locais de interesse

      Maputo: A capital do país apresenta amplas avenidas arborizadas, ritmo descontraído e uma a atmosfera amigável, repleta de esplanadas que oferecem a oportunidade de desfrutar de uma boa chávena de café e observar a vida da cidade. Maputo foi planeada em forma de grelha, o que permite aos visitantes passear sem se perderem. [ url ]

      Ilha da Inhaca: A cerca de 35 km de Maputo, é o ponto de partida para visitar também a Ilha dos Portugueses, Xefina e a Ponta de Santa Maria. Os recifes que circundam estas ilhas, são considerados os mais meridionais de África, e os entusiastas do mergulho e do snorkeling encontrarão aqui muito que ver e explorar. [ url ]

      Reserva de Elefantes de Maputo: Localizada na Província de Maputo (a 79 km a sul da capital), na foz do rio com o mesmo nome, integra a Área de Conservação Transfronteiriça do Lubombo, um projecto de conservação internacional, que inclui territórios de Moçambique, África do Sul e Suazilândia. Em 1975 um grande número de animais foram trazidos para a reserva, vindos da Reserva de Umfolozi, na África do Sul, mas apenas 200 elefantes sobreviveram à Guerra Civil. A reserva tenta, actualmente, recuperar a sua população animal. É famosa pelas manadas de elefantes e pelos bandos migratórios de flamingos e pelicanos. Podem também observar-se o gato serval, o cabrito cinzento e lebres. A região protegida é rica em flora, apresentando zonas de floresta fechada e outras de vegetação costeira (junto ao Oceano Índico), incluindo gigantescas dunas.

      Parque Nacional do Limpopo: Depois de anos de guerra, o sonho da reabilitação e recuperação da outrora rica vida selvagem de Moçambique tornou-se uma realidade, bem como o de se ligarem vastas zonas de áreas protegidas, cruzando fronteiras. O Parque Nacional do Limpopo faz parte do Grande Parque Transfronteiriço do Limpopo, uma área de conservação transnacional que, além deste parque engloba os Parques Nacionais de Banhine e Zinave, em território moçambicano, inclui territórios da África do Sul (Kruger Park) e do Zimbabué (Gonarezhou National Parque). No seu todo, o parque compreende uma grande diversidade de vida selvagem, com 147 espécies de mamíferos entre os quais se incluem elefantes, rinocerontes, várias espécies de cabritos, búfalos, cerca de 500 espécies de pássaros e ainda 2000 espécies de vegetação. [ url ]

      Província de Inhambane: Possui excelentes praias que se estendem ao longo da costa. No interior existem vários de parques naturais onde podem ser observadas fauna e flora variadas. Na cidade de Inhambane, capital da Província, pode ser visitado o museu local. Localizado nesta província está o Parque Nacional Marinho do Bazaruto, com uma área de 1.400 Km2.

      Arquipélago de Bazaruto: É uma reserva natural, de beleza rara, situado à beira mar. Constituída por 5 ilhas: Bazaruto, Santa Carolina, Magaruque, Benguerra e Bangué. Classificado como Parque Nacional, usufrui de protecção especial que lhe permite manter a beleza da sua paisagem natural intacta e aos habitantes nativos preservar a sua cultura ancestral. As praias são desertas e o mar impoluto é percorrido por raias, tubarões-baleia, tartarugas e golfinhos.

      Beira: Cidade encantadora de ambiente tranquilo e um dos portos mais importantes de Moçambique. Possui boas praias. 6 Km a norte da cidade encontra-se um dos melhores lugares para banhos - Macuti.

      Ilha de Moçambique: Decretada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, em 1996, a ilha foi a primeira capital do país, e a mistura da cultura e historia africana, árabe e portuguesa, lê-se facilmente nas mesquitas e igrejas, edifícios coloniais e casas tradicionais, a fortaleza impressionante e as velhas casas portuguesas, algumas com 500 anos.

      Pemba: Cidade histórica situada na baía com o mesmo nome, constitui também um importante centro turístico. A praia de Wimbe, banhada pelo Índico nos tons de azul que ora é verde ora cor de céu, é talvez o seu maior atractivo. Para Norte, ao longo de 200 Km de costa, estende-se o Arquipélago das Quirimbas, constituído por 32 ilhas. De entre elas ressalta pela sua importância histórica, beleza natural e magníficas praias, a Ilha de Ibo que, no passado, foi um importante centro comercial, primeiro dominado pelos árabes e depois pelos portugueses. [ url ]

      Parque Nacional da Gorongosa: Situado na zona noroeste da província da Beira, próximo da fronteira do Zimbabué, podem ser observados muitos animais, que nos últimos doze anos têm regressado e têm-se aqui multiplicado. Não é ainda, a Gorongosa de outros tempos, pujante de grandes manadas e grupos de animais, mas graças às medidas de protecção que ali vêem sendo desenvolvidas desde 1994, já se podem ver espécies praticamente extintas: elefantes, búfalos, leões, hipopótamos, crocodilos, pivas, palpadas, impalas, changos, oribis, facoceros, imbabalas, inhalas, cabritos cinzentos e macacos, têm já uma representação considerável nas áreas abertas ao turismo e podem ser observados ao longo das picadas bem tratadas do Parque. [ url ]
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      Diversões & Actividades

      Mergulho: Pela sua riqueza em fauna e flora marinhas, praias idílicas e clima propício, Moçambique oferece as mais diversas actividades aquáticas como mergulho, snorkeling, pesca desportiva, vela, observação de golfinhos, para enumerar apenas algumas. Para os fãs do mergulho, Moçambique possui das mais fantásticas condições para a prática da modalidade em toda a região sul de África: locais pouco explorados comercialmente e, consequentemente, com pouca gente, uma abundante vida marinha, com enorme variedade de peixes tropicais, tubarões-baleia e tartarugas. A temperatura da água ronda os 22ºC graus no Inverno e os 30ºC no Verão, com uma visibilidade entre 5 e 35 metros, sendo a média anual de 15 metros.

      Safaris: Anos de guerra destruíram muita da flora, mas sobretudo a fauna de Moçambique. Reconhecendo o seu próprio potencial na área do Ecoturismo, o país tem vindo a desenvolver esforços no sentido de recuperar e proteger essas grandes riquezas naturais. Apesar das infra-estruturas turísticas para este tipo de actividade não estarem tão desenvolvidas como noutros destinos de safari africanos, começa a verificar-se uma mudança e há um mundo a descobrir nos parques nacionais moçambicanos.
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      Gastronomia

      Moçambique tem, na sua gastronomia, muitas influências Indianas, Goesas e Chinesas. O caril é muito usado em toda a cozinha, do norte ao sul do país. A base da alimentação moçambicana é o milho. A partir dele faz-se uma massa que no sul é chamada de ushwa, no centro e norte chima. Esta massa é acompanhada por molhos de vegetais, como a cacana e a mboa, e também por mariscos, principalmente o camarão. O peixe seco é também muito utilizado. Moçambique é rico em mariscos entre os quais o camarão, a lagosta, o caranguejo, o cava-cava e a amêijoa. Outros ingredientes típicos são o piri-piri, o gergelim, o amendoim, o caju e o côco. Nas bebidas destacam-se as aguardentes destiladas, como a nipa e a katchulima. Também se fazem cervejas de milho, mapira, palmeira etc. Existem ainda os sumos de caju e canho.
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